Ionização electrolítica






  A água atravessa um tambor onde estão eléctrodos (barras de cobre/prata) que a “bombardeiam” com iões de cobre e prata. Estes ficam na água e reagem na presença de microorganismos, eliminando-os.
  A prata interfere com a actividade enzimática e, tal como o cobre, liga-se ao DNA das células para formar complexos que inibem o processo respiratório na membrana celular.
  Ambos actuam mais lentamente que o cloro na inactivação dos microorganismos. No entanto, quando associados com pequenas doses de cloro (recomendado pelo facto destes iões não actuarem sobre substâncias como a gordura da pele) demonstram ter uma actuação mais rápida na destruição dos microorganismos do que o cloro sozinho em doses equivalentes (efeito sinergético).
  Este processo alternativo (mais económico e mais adequado para piscinas já construídas), apresenta diversas vantagens sobre o sistema tradicional de desinfecção exclusiva por cloro:
  • Os iões cobre e prata asseguram um efeito residual, não se dissipam no ar, não são corrosivos para os materiais e acessórios das piscinas, são inodoros e seguros, eliminam também os vírus, e não são afectados pelo calor ou pela luz solar, por isso o processo de purificação é contínuo;
  • Os iões prata são facilmente adsorvidos pelas superfícies, prevenindo dessa forma a formação de biofilmes;
  • Permite prescindir dos algicidas (que impedem a formação de algas) e dos floculantes (que afundam partículas em suspensão, mantendo o aspecto limpo da água);
  • Diminui a necessidade de utilização de estabilizadores de cloro (ácido cianúrico) e de correctores de pH;
  • Maior conforto (notar que uma das principais aplicações deste equipamentos é em aquários para golfinhos e outras espécies) para quem utiliza as piscinas devido, principalmente, à significativa redução dos consumos de cloro;
  • A utilização de teores de cloro mais reduzidos proporciona uma percentagem de reacções de decomposição menor, permitindo uma maior facilidade na manutenção desses teores de cloro, mesmo em alturas de forte afluência de utilizadores;
  • Existe uma maior dificuldade dos microorganismos para desenvolver resistências a dois mecanismos de desinfecção do que apenas a um;
  • A substituição dos eléctrodos só é necessária para períodos superiores a um ano de utilização.
  • Tem um consumo de energia de apenas 7 Watts

  Este processo exige menor adição de químicos, permitindo dispensar até 95% dos químicos utilizados nos tratamentos convencionais, e cerca de 75 % do cloro utilizado.
  A necessidade de manter uma taxa de cloro na água deve-se ao facto dos iões não actuarem sobre certas substâncias (matéria orgânica que necessita ser oxidada) e da própria lei impor (em piscinas públicas) níveis mínimos a manter (0,5 mg/l). No entanto, como os iões e o cloro são complementares, a manutenção dessas taxas mínimas de cloro acaba por reforçar a eficácia do sistema.
  Os iões encarregam-se do extermínio dos microorganismos, havendo menos necessidade de juntar cloro à água para garantir os níveis microbiológicos exigidos.
  Notar que a razão porque se gasta muito cloro nas piscinas com tratamentos convencionais tem a ver com o facto do químico se perder em tarefas laterais (ele reage primeiro com todas as substâncias químicas que encontra perdendo o seu poder desinfectante, e só depois faz aquilo para que está destinado: eliminar os microorganismos).
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